Documentário: A Casa dos Mortos de Débora Diniz

Bubu é um poeta com doze internações em manicômios judiciários. Ele desafia o sentido dos hospitais-presídios, instituições híbridas que sentenciam a loucura à prisão perpétua.
O poema "A Casa dos Mortos" foi escrito durante as filmagens do documentário e desvelou as mortes esquecidas dos manicômios judiciários.
São três histórias em três atos de morte. Jaime, Antônio e Almerindo são homens anônimos, considerados perigosos para a vida social, cujo castigo será a tragédia do suicídio, o ciclo interminável de internações, ou a sobrevivência em prisão perpétua nas casas dos mortos.
Bubu é o narrador de sua própria vida, mas também de seu destino de morte.
Assista ao filme completo

A diretora Débora Diniz postou em suas redes sociais: "Quando ali cheguei para um filme não sabia o que iria contar. Eu ouvia histórias de um tipo comum, um ladrão de bicicletas que, em sofrimento mental sem assistência, terminava confinado nos manicômios. Alguns deles por toda a vida.
Ali, encontrei seu Almerindo, hoje, falecido. Era um jovem rapaz quando pegou uma bicicleta para passear e foi abandonado no manicômio judiciário, esse lugar a meio caminho entre presídio e hospital psiquiátrico. Morreu já idoso.
Conheci também Bubu, um poeta da casa, autor do poema que dá nome ao filme, “A casa dos mortos”. Se você assistir o filme, vou adorar ouvi-la e conversar sobre o tema num dia tão importante para o cuidado das pessoas".
Clique aqui para ler o ensaio de Débora Diniz chamado "A Casa dos Mortos: do poema ao filme"
