Gael García Bernal e o cinema como agente de mudança social

Gael García Bernal e o cinema como agente de mudança social

No vídeo da conversa com estudantes da Concordia Student Union, Gael García Bernal fala de cinema, mas não só. Ele fala de encontros, de escuta, de responsabilidade. Para ele, o cinema não é apenas entretenimento: é uma forma de criar pontes entre pessoas, culturas e realidades diferentes.

Do México para o mundo

Ao longo da carreira, Gael construiu um percurso marcado por escolhas artísticas consistentes. Como ator e também como diretor, esteve envolvido em histórias que discutem identidade, desigualdade, política e pertencimento — sempre colocando as pessoas no centro da narrativa.

Ele acredita que o cinema latino-americano precisa ocupar mais espaço no cenário global. Não por competição, mas por relevância. Porque carrega:

– autenticidade
– um olhar crítico que atravessa fronteiras
– a capacidade de conectar públicos com realidades diversas

Num momento em que produções fora dos grandes polos industriais começam a ganhar mais visibilidade, essa reflexão se torna ainda mais atual.

Cinema como conversa

Um ponto interessante da entrevista é quando Gael fala do cinema como diálogo. Para ele, filmes não devem entregar respostas prontas. Devem provocar perguntas. Devem convidar o espectador a participar.

Essa ideia acompanha sua trajetória: projetos que misturam sensibilidade artística com reflexão social, transitando entre produções independentes e obras de maior alcance popular, sem perder coerência.

A força da colaboração

Outro aspecto que ele destaca é a importância da colaboração. O cinema latino-americano cresce quando produtores, diretores e artistas trabalham em rede. Quando há troca, parceria e circulação.

A diversidade cultural da região não é obstáculo — é potência criativa. É isso que amplia narrativas e permite que novas histórias encontrem o seu público.

Cinema além da tela

No fundo, a mensagem de Gael é simples e poderosa: o cinema pode ser um espaço de empatia. Pode aproximar culturas, abrir discussões importantes e valorizar histórias reais.

Em tempos de polarização e ruído constante, essa visão lembra que o audiovisual ainda pode ser um território de encontro.

Na Bombozila

Na Bombozila.com, acreditamos nesse cinema que escuta, provoca e transforma. A entrevista de Gael García Bernal nos convida a repensar não apenas o que assistimos, mas a maneira como assistimos: com atenção, curiosidade e abertura

Porque, no fim, cinema não é só imagem em movimento, é experiência compartilhada.